Roteiro Japão

Confesso que não foi nada fácil entender esse país que parece pequeno, mas é uma imensidão de cultura e regiões muito distintas e diversas.

Alguns comentários gerais, antes de entrar no roteiro:

  1. Prepare o bolso: ao contrário dos outros países asiáticos, o Japão não é barato; prepare-se para gastar mais com hospedagem e transporte.
  2. Hospedagem: viajamos pela primeira vez em dois casais – neste caso, o Airbnb fica bem mais em conta do que hotel.
  3. Locomoção: o trem-bala facilita muito a locomoção no Japão, o que nos levou a selecionar Osaka e Tóquio como cidades-base. Desta forma, tínhamos mais flexibilidade para mudar o roteiro e evitamos arrastar as malas de um lado para o outro.
  4. JR Pass: vale muito a pena comprar, se você pretende usar bastante o trem-bala, ou seja, visitar muitas regiões distintas. Se quiser saber mais sobre o tema, clica aqui que eu explico mais sobre ele em outro post.
  5. Atenção com o metrô: a malha de metrô é extremamente extensa e ao mesmo tempo complexa; assim como é muito fácil chegar em quase todos os lugares do país, é super fácil se perder – acredite, embarcar em um trem que chega 2 minutos antes do previsto, pode te levar para o lado totalmente oposto do seu objetivo. USE O GOOGLE.
  6. Wi-fi pocket: já que você vai precisar de internet para andar de metrô, o wi-fi pocket é a solução dos seus problemas. Você pode alugar junto com o JR Pass e retirar no Aeroporto na chegada – é portátil e do tamanho de um iPhone, bem prático e fácil de usar (o nosso permitia 18 celulares conectarem ao mesmo tempo).
  7. Visto: é obrigatório para brasileiros. Nós contamos um pouquinho do processo em outro post, clica aqui para saber como funciona.
  8. Clima: nós chegamos no Japão no finalzinho da primavera, e pegamos o início do verão. Choveu somente no primeiro dia, quando estávamos em Hiroshima; fez sol e bastante calor, mas devido ao clima seco (beeeem seco) foi tranquilo ao longo do dia.

Um site bem legal para pesquisar é o https://www.japan-guide.com; lá em de tudo e bastante informação que vai te ajudar a decidir se vale a pena conhecer alguns lugares.

Enquanto eu pesquisava, encontrei lugares muito bacanas como: Shirakawa-go (vilas bem antigas declaradas patrimônio mundial da Unesco); e algumas cachoeiras como Shiraito Falls, Nunobiki Falls, Manai Falls (sensacionaaaaal), entre outras. Só que estes lugares ficavam um pouco fora de mão, então não conseguimos conhecer – mas se você tiver tempo, o Japão tem muita natureza que vale a pena conferir, principalmente nas ilhas ao norte e ao sul da ilha maior.

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Shirakawa-go (foto da internet)

Este foi o roteiro que definimos, sempre baseados em Osaka e Tóquio. As cidades mais afastadas que visitamos foram Hiroshima e Nikko; as demais foram viagens de no máximo 1 hora de trem-bala.

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Como não deu tempo de fazer Himeji depois de Hiroshima, acabamos substituindo Mie (parque das 48 cachoeiras) por Himeji e Kobe – vantagens de ficar baseado na mesma cidade por mais dias! O restante do roteiro fizemos igualzinho ao planejado.

Hospedagem

Como estávamos em 2 casais, o Airbnb saiu bem mais em conta que hotel. Segue abaixo os apartamentos que alugamos, e nossos comentários:

  1. Osaka

O anúncio do apartamento não está mais disponível no Airbnb, mas o prédio fica localizado na região abaixo. O apartamento era bem cuidado e limpo, porém ficava a mais de 1km o metrô, tornando-se bem cansativa a caminhada já que ficávamos o dia inteiro andando. Outro ponto negativo é que no quarteirão do prédio, ficava uma empresa de reciclagem – além do mau cheiro na rua, o barulho ia até hora da madrugada. Não é uma boa região para ficar.

  1. Tóquio

O anúncio também não está mais disponível no Airbnb. Optamos por ficar na região de Shinjuku, um pouco mais barata mas super acessível. O apartamento era bem pequeno, mas bem próximo ao metrô (500 metros de caminhada), tinha uma área externa pois era no térreo, só que vacilamos de novo rs o quintal dava de cara com o metrô – muito barulho até bem tarde. Também fomos recebidos por uma baratinha (encontramos comida embolorada no microondas), mas o Eric (anfitrião) prontamente nos pediu desculpas com chás caríssimos e kit kat de chá verde.

Transporte

Nosso vôo foi pela Aeroméxico (pagamos R$2.500/pessoa), com duração de 9 horas e escala na Cidade do México. Ainda esperaríamos 9 horas no aeroporto, mas a conexão atrasou mais 5 horas; a estratégia foi checar o valor da sala VIP pois estava muito calor – era USD45/pessoa…a moça sugeriu que nós fôssemos até o balcão de serviço ao cliente, e a Aeromáxico nos forneceu voucher para a pernoite no Holiday Inn Dali + café-da-manhã. Confesso que foi ótimo tomar um banho e dormir em uma cama antes do vôo mais longo! Depois encaramos mais 12 horas até o Japão.

A comida da Aeroméxico não é muito boa; o Felipe tem alergia a molho de tomate e, apesar de termos ligado com antecedência instruídos pela própria Cia aérea, não tinha absolutamente NADA sem molho. O vôo da volta México > Brasil fizemos com a LATAM…comida ótima, e o avião estava super ocioso (1/3 estava ocupado) – deu até pra deitar!

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Massa oferecida no vôo da LATAM

No Japão, fizemos todos os nossos percursos de metrô – inclusive na chegada e retorno para Narita (aeroporto). Como decidimos ficar em 2 cidades-base e fazer viagens de 1 dia para as demais, o JR Pass de 14 dias (gastamos R$1.800/pessoa) nos atendeu quase que 100% – uma ou outra estação que pegamos era de linhas não atendidas pela JR, e no último dia (o décimo quinto) o JR Pass já tinha expirado, então pagamos a parte. Mais detalhes sobre o JR Pass, clique aqui.

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