Roteiro Peru

Depois de Argentina, Brasil e Chile, o Peru é um dos destinos mais procurados na América do Sul.

O Peru tem basicamente 3 regiões principais para serem visitadas:

  1. Centro: ponto principal, a base é Cusco e de lá existem alguns tours – além de Machu Picchu.
  2. Costa Oeste: onde está Lima e Nazca. Quem faz este lado normalmente inclui Arequipa, que fica mais ao Sul (ponto de partida para o tour pelo Valle del Colca – passeio pelo Canyon para observar os condores).
  3. Sul: Puno; é a cidade que dá acesso ao Lago Titicaca – este lago fica parte no Peru e parte na Bolívia; dizem que o lado boliviano é o mais legal.

 

COMO DEFINIR O ROTEIRO?

Primeiro, é preciso estabelecer o orçamento da viagem – quanto você está disposto a gastar? No nosso caso, definimos gastar com as passagens R$ 3.000/pessoa. Além disso, tínhamos somente 10 dias para fazer o máximo de coisas que pudéssemos.

Isso significava perder algum tempo em viagens de ônibus, já que não tínhamos o dinheiro para as passagens internas – na época pesquisei e não valia a pena já que tínhamos a alternativa do ônibus de leito noturno.

Nós não queríamos perder tempo em Lima (pela pesquisa não tinha nada que fazíamos questão de conhecer), então só fizemos escala em Lima, e descemos direto em Cusco. Uma vez em Cusco onde gastaríamos 5 dias com Machu Picchu (Centro), precisávamos definir se faríamos o Sul ou Costa Oeste nos outros 5 dias.

De Cusco para a Costa Oeste (Nazca) são 650 km – 21 horas de ônibus (vários relatos também mencionam que este trajeto é bem perigoso e os motoristas são meio “sem noção” no volante. Já de Cusco para o Sul (Puno) são 390 km de distância – 7 horas de ônibus. Quando você tem limitação de orçamento ou tempo, infelizmente precisa fazer escolhas, então deixamos Nazca e Arequipa como pretexto para voltar ao Peru. Existem alguns trechos que podem ser feitos de trem – vale a pena pesquisar.

 

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Depois de muita pesquisa sabíamos mais ou menos os tours que gostaríamos de fazer e lugares que queríamos visitar. Mas, a dica mais valiosa é: só feche os passeios e até mesmo os hostels quando chegar lá. Existe uma oferta extensa de lugares baratos para dormir, e agências que organizam os passeios. Só fechamos uma diária do nosso hostel em Cusco no Booking, mais como uma garantia pra não ficar andando pra lá e pra cá com as malas procurando lugar pra ficar.

 

COMO TROCAR MEU DINHEIRO?

Nós compramos dólares no Brasil, e trocamos em Cusco pela moeda local (soles). A algum tempo atrás a moeda de lá era bem desvalorizada comparado ao Real, mas quando viajamos a cotação estava R$ 1 = SOL 1,10. Evite trocar muito dinheiro nas casas de câmbio do aeroporto – próximo a Plaza de Armas, existem muitas casas de câmbio que valem mais a pena.

ONDE SE HOSPEDAR?

Procure sempre ficar próximo a Plaza de Armas. Lá está a maior concentração de restaurantes, baladas, feirinhas, eventos e agências de Cusco. Nos hospedamos no Pirwa Posada del Corregidor, na época pagamos 70 soles a diária (em torno de R$ 60) por um quarto privativo com banheiro. Os ônibus dos passeios também saem em ruas paralelas a Plaza de Armas, então normalmente alguma pessoa te busca na recepção do hotel para levar até o ponto de encontro.

Em Puno e Águas Calientes (cidade base de Machu Picchu) não vou indicar pois os hostels que fiquei eram muito ruins – não cheguei a anotar o nome, mas deveria para indicar que ninguém fique neles.

O QUE COMER?

O prato típico (e que você não pode deixar de experimentar) é o Ceviche. O lugar mais barato é o Mercado de San Pedro, mas chegue cedo para comer o peixe fresco. O ambiente é de uma feira, então prepare-se para comer seu Ceviche entre cabeças de porco, flores e frutas. Algo bem comum é o Menu Turístico. Grande parte dos restaurantes oferecem essa opção: entrada + prato principal + sobremesa. Os preços variam, mas pagamos entre SOL 10 e SOL 20/pessoa. Você sempre opta pela carne (boi, frango ou peixe) e a entrada normalmente é uma salada de folhas e abacate.

COMO LIDAR COM A ALTITUDE?

No Peru, a altitude muitas vezes pode te pegar desprevinido. Cusco é uma cidade que fica a 3.400 metros do nível do mar, Machu Picchu fica a 2.400 metros e em Sillustani (em Puno) por exemplo, você chega a ficar a 3.850 metros de altitude.

Logo que chegamos, tentei ao máximo consumir sempre as balas de coca (tem em todo mercado) e o Felipe tomava bastante chá de coca. Não tivemos o mal de altitude, mas muitas vezes a respiração se tornava um pouco difícil mesmo em lugares planos.

O mal da altitude é um efeito da altitude no nosso corpo causado pela baixa pressão parcial de oxigênio. Acontece normalmente em altitudes superiores a 2.400 metros, e os sintomas são diversos. Li em relatos de outros viajantes que tiveram enxaquecas fortíssimas, do tipo que não conseguiam nem sair do quarto; alguns comparam com sintomas de ressaca. Nós só sentimos em alguns momentos falta de ar, mas nada demais. De qualquer forma, a dica é ao longo dia mascar coca, chupar uma bala ou tomar um chá de coca também.

QUANTO VOU GASTAR?

Em 2013 eu e o Felipe gastamos R$ 2.100 com as passagens + R$ 3.570 com hospedagem, passeios, tranfers e souveniers. Isso é muito relativo e vai de acordo com o seu perfil; se preferir ficar em hotel, pegar trem ou vôos internos, com certeza vai gastar mais do que gastamos. E também, se não se importar de compartilhar quarto e banheiro, pode gastar bem menos do que gastamos. Classifico nosso orçamento como médio, entre o barato e o caro.

 

Para aqueles que não querem gastar muito, e considerando o cenário de instabilidade do dólar, o Peru é um ótimo destino – e se você tiver 30 dias, consegue desbravar todos os pontos importantes deste país.

 

 

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