Kyoto: tão pequena, e tão intensa!

27/05/2018 – Kyoto

Kyoto foi o lugar mais difícil de planejar. Tem bilhões de templos e lugares legais para ir, mas na prática, você não consegue combinar tanta coisa para fazer no mesmo dia; não que as coisas sejam longe, mas tem todo o tempo de acessar o metrô, se encontrar nas ruas, entrar nos templos, entre outras coisas.

Tomamos café-da-manhã no Family Mart do lado da estação, e seguimos para o metrô no percurso Shin-Imamiya > Osaka > Kyoto (não pegamos Shinkansen). Começamos pelo Fushimi Inari-taisha, os túneis maravilhosos de toriis; aqui você tropeça para fora do metrô, e já cai dentro do terreno da atração…bem de frente mesmo com a estação. Tem uma opção onde você sobe 4 km até o topo do monte, que obviamente não dava para fazer, graças ao meu calçado super inadequado, então ficamos nos 2 primeiros túneis, que já foram muito interessantes.

De lá, seguimos para a Floresta de bambu – que no início parecia bem nada a ver, mas no final ficou bastante bonita. Saindo dali, procuramos por um restaurante na rua principal…mas foi um pouco desesperador, porque todos os restaurantes tinham fila e eram demais de caros. Os meninos resolveram entrar em uma rua paralela, e encontraram um restaurante com mesa livre e muito barato – essa tática sempre funciona! Comemos em uma mesa que tinha uma chapa no meio, e pedimos o yakissoba de frutos do mar. Estava uma delícia.

Nós tínhamos planejado fazer todo esse roteiro no dia seguinte, pois eram os lugares mais populares e na segunda-feira estariam mais vazios. Logo descobrimos que o acaso tinha reservado uma super surpresa pra gente!

Estávamos voltando para a estação, caminhando pela rua, quando sentimos que algo estranho estava acontecendo ao nosso redor. Algumas pessoas estavam segurando objetos grandes na calçada, e estavam vestidas de um jeito diferente…fomos até a calçada, e um homem (que também estava vestido diferente) nos abordou, sem falar inglês, e entregou um panfleto que explicava que aquele, era o Festival Anual de Arashiyama! Ele acontece uma vez por ano, e tivemos a sorte de acompanhar o evento e até interagir com alguns dos participantes. Os participantes, todos usando uma roupa especial para o festival, carregam um santuário bem pesado pulando com ele nos ombros, com o objetivo de fazer o sino tocar, e assim se purificar. Este homem identificou que falávamos português, e chamou o filho dele, que veio conversar conosco!!! Ele pediu para praticar um pouco, e explicou que fazia aula de português na faculdade…sensacional!

De lá, seguimos para o Kinkaku-ji (Templo Dourado) – ele fica muito longe do metrô, mas saindo pela catraca, tem várias instruções de como pegar o ônibus local que leva até o ponto que fica na frente do templo. Estava bem cheio de gente, mas ele é bem bonito.

Quando chegamos em Osaka, passamos na Daiso que fica próxima da estação, e fizemos mais umas comprinhas. Mais tarde, fomos até a Dotonburi, mas é impossível de jantar ali…muito caro e muitos lugares com muita fila. Resolvemos voltar no restaurante que comemos no dia que chegamos em Osaka.

20180527_0285
Dotonburi

Essa foi uma noite muito difícil. Como comentei, estávamos no quarteirão do lixo, e por algum motivo eles ficaram trabalhando e fazendo muito barulho por toda madrugada. Praticamente não conseguimos dormir neste dia.

 

28/05/2018 – Kyoto

A Pati e o outro Felipe estavam meio mal neste dia; o clima no Japão é muito muito muito seco, e deu crise de rinite neles. O clima é tão seco, que a gente lavava roupa a noite, e no dia seguinte de manhã já estava tudo seco.

Saímos bem mais tarde dessa vez, já era 9:00am. Seguimos para nosso segundo dia em Kyoto, que tem uma infinidade de lugares para visitar. Paramos na estação Tofukuji para visitar o templo que estava a 900 metros de lá; no caminho de ida experimentei um sorvete de tofu – era bem gostoso. Seguimos a pé por mais 2km até o Sanjusangen-do (o templo das 1.000 estátuas de Buda) – foi um dos mais impressionantes que visitamos, não pelo templo, mas pelas estátuas que eram infinitas e muito diferentes; infelizmente é proibido tirar fotos ali. Ficamos um pouco no jardim do templo, e umas crianças super fofas vieram nos entrevistar…aparentemente as escolas propõe que as crianças façam entrevistas com estrangeiros, o que é bem bacana. Nós até ganhamos uns cartões que eles mesmos desenharam.

A idéia era seguir até o Kiyomizu, o templo que fica no topo de uma montanha, mas ele ficava a mais de 2km dali e quando pesquisamos na internet, apareceu que ele estava parcialmente em reforma até as Olimpíadas em 2020. Como era longe e a subida até o templo era bem puxada, nós acabamos desistindo e fomos para Potoncho. No caminho, paramos no Mercado de Nishiki que é enorme e você pode experimenta de tudo nas lojinhas. Encontramos um restaurante em uma rua próxima ao mercado, onde almoçamos pratos gigantes – tão grandes que até levei marmita.

Passamos por Potoncho ainda era de dia, mas não comemos nada por lá. Em seguida conhecemos Gion, e por mais que a gente tenha esperado, não vimos nenhuma gueixa. Até vimos, só que elas eram claramente gringas fantasiadas…e o mais engraçado era ver aquele monte de outros gringos tirando foto das gueixas de mentira!

Na volta pegamos o metrô no horário de pico, então sofremos um pouco para chegar em Osaka. Passamos na Mega para fazer umas comprinhas, e depois fomos no mercado para comprar a janta.

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