A caminho do Vietnã 

29/03/2016 – Terça-feira

A rodoviária é um espaço onde todos os ônibus estacionam, não tem nenhuma infraestrutura. Eles checam seu passaporte e te dão um papel com o comprovante da mala.

O ônibus é bem meia-boca, mas eles te dão uma garrafa pequena de água, uma caixinha com coisas para comer e lenços umedecidos para você limpar as mãos.

A primeira parte da viagem, que leva até à fronteira do Camboja com o Vietnã dura 3 horas e pouco. A estrada é praticamente sem curvas, mas o ônibus é meio velho, então todo buraco quase desmonta ele. Eles fazem uma parada em um restaurante a 2 minutos da fronteira de saída do Camboja. Você tem 20 minutos para usar o banheiro e comer alguma coisa (eu não sou nem um pouco fresca, mas não tive coragem de arriscar, já que tinha mais 3 horas de viagem).

Primeiro você desce do ônibus para registrarem sua saída do Camboja. Sobe no ônibus e em menos de 1 minuto está na fronteira de entrada do Vietnã. Neste momento você desce do ônibus e precisa levar sua bagagem para passar pelo raio-x. Existe o guichê de check in do visto, e o outro do Visa on Arrival. Todos no meu ônibus já tinham visto, então não presenciei ninguém tentando tirar o visto na hora – em alguns blogs, li que é super simples desde que você já leve o formulário (que você consegue pela internet). Mas conheci um americano no hostel de Phnom Penh que foi barrado e não conseguiu o Visa on Arrival – não sei também de detalhes, mas ele deu a entender que eles dificultaram por ele ser norte-americano…

Depois de uma meia hora – já que meu passaporte foi o último a passar pela imigração – passei as malas no raio-x e subi no ônibus para continuar a viagem.

Da fronteira até o destino final demorou mais 3 horas de viagem, não chegou a completar 7 horas o percurso todo.

Desci do ônibus meio perdida e devia ter tido mais paciência em me localizar. Um taxista veio me abordar, e acabei aceitando a carona porque ele disse que seria no taxímetro. Parou para que eu trocasse alguns dólares, e em menos de 5 minutos já estava na rua do hotel. A corrida deu VND 400.000 (cerca de USD 17). Com certeza o taxímetro estava adulterado, mas só me dei conta depois que cheguei no quarto. O ônibus deixou a gente super perto do hotel que eu estava, e além de eu não precisar do táxi paguei no mínimo o dobro que ele custaria na verdade. Pois é, cuidado com os larápios, que estão em todos os lugares do mundo.

Fiz o check-in no Platinum Hotel (falarei mais sobre ele no próximo post) e saí para explorar a cidade.

Comecei pelo War Remnants Museum, o museu que conta a história da Guerra do Vietnã. É bem chocante, principalmente por que assim como o Khmer Vermelho no Camboja, aconteceu em um passado não muito distante e deixou muitos resquícios neste país – principalmente no que se refere ao Agente Laranja. Existe um acervo de fotos originais da guerra, e dos sobreviventes que foram afetados por ela.

 

Saindo de lá passei pelo Independence Palace, pela Cathedral Notre-Dame e fui dar uma olhada no Ben Thanh Market.

 

Já era 17 horas e passado do limite do almoço – bora arriscar uma comida local? Não gostei muito dessa comida, que era basicamente miojo com pedaços gordos de frango e um monte de mato. Voltei para o hotel e fechei o tour para os Cu Chi Tunnels no dia seguinte.

A localização do hotel é muito boa pois fica a 15 minutos dos pontos turísticos, e nas redondezas tem bastante restaurantes (obrigada, Tripadvisor!). Optei por jantar no Daun Restaurant. O restaurante era bem pequeno, mas muito acolhedor e o proprietário me recebeu muito bem. Era tudo muito limpo, e os pratos era pouquíssimo mais caros que na rua – valeu muito a pena! Só não foi perfeito pois o meu prato veio cheio de pimenta do reino, enquanto eu tinha pedido para não colocar nenhuma pimenta. [Aqui vale uma dica: em muitos lugares, pimenta do reino é considerada um tempero, e não pimenta. Por isso vale especificar que você não quer pimenta, e nem black pepper.]

Caminhei pelo Night Market que de noite fica na rua ao lado do Ben Thanh Market. É pequeno e também precisa tomar cuidado pois as motos ignoram o fato de ter várias pessoas andando pela rua.

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