O que fazer em Bonito

Aqui você vai encontrar informação sobre alguns passeios que fizemos durante nossa viagem para Bonito, no Mato Grosso do Sul, em 2014.

Buraco das Araras

Fechamos o transfer e o passeio na agência, combinado com a Flutuação no Rio da Prata (detalhes estão no próximo post). A van nos buscou no hotel por volta das 7 horas da manhã. Chegando lá, são formados grupos pequenos de 10 pessoas, que são acompanhadas de um guia que explica a origem do buraco. Apesar da chuva, conseguimos boas fotos, e as araras estavam lá. Além de detalhes do buraco, o guia explica sobre a vegetação local enquanto contornamos o buraco. São 500 metros de caminhada ao redor, e uma profundidade de 100 metros.

O terreno onde fica o Buraco das Araras é uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), assim como muitas outras propriedades em bonito. É uma iniciativa particular, onde o proprietário tem alguns benefícios (impostos, suporte de órgão público, entre outros), mas tem um compromisso sério com a conservação ambiental. A prática  do turismo é permita, desde que autorizada pelo órgão responsável. Este passeio custou R$ 45 por pessoa + R$ 55,00 por pessoa do transfer (a van saiu um pouco cara pois como mencionei no início, este passeio é vendido combinado com o Rio da Prata).

Flutuação no Rio da Prata

Depois de passar pelo Buraco das Araras, seguimos na van até o Recanto Ecológico Rio da Prata (para entrar no site clique aqui). Leve sua câmera a prova d’água ou compre uma capinha no centro de Bonito, as fotos ficam muito bonitas. Neste passeio, nós pagamos R$ 168 por pessoa com almoço incluso (o valor da van foi de R$ 55 por pessoa, mas este passeio foi combinado com o Buraco das Araras). A partir daí nós entendemos que sim, os passeios são relativamente caros; só que a estrutura dos lugares onde fomos (ponto de apoio, trilha, equipamento de auxílio, guias) justificam os valores tão altos.

Vestimos as roupas e botas de neoprene, recebemos o equipamento de snorkeling, e seguimos no caminhão que nos deixaria na trilha até o rio. Depois de uma boa caminhada (é um pouco extensa, mas o caminho é muito bem conservado) chegamos até o local onde o guia explica como será o tour e também podemos treinar a flutuação. Existem algumas regras: manter o foco no guia, não deixar a correnteza te carregar até a borda do rio, não encostar os pés no fundo do rio para não prejudicar o ambiente, não bater os pés, e sempre que cansar virar de barriga pra cima com os joelhos dobrados. Do nosso grupo, só uma moça que realmente não conseguia flutuar, todos os demais fizeram sem problemas. No final tem um olho d’água, onde você pode ver a água literalmente brotando do chão. Muito diferente. O retorno é feito de barco, e no ponto de apoio é possível tomar banho antes de almoçar – o almoço está incluído no passeio, e é ótimo por sinal.

Fazenda San Francisco

Eu não fazia idéia de que o Pantanal estava tão próximo de Bonito. Existe a opção de Day Use em algumas fazendas que têm um pézinho no Pantanal. Neste passeio, gastamos R$ 165 por pessoa + R$ 90 por pessoa da van. A van nos buscou bem cedo na pousada, por volta das 5 horas da manhã. É uma viagem de aproximadamente 2 horas com uma parada para tomar café-da-manhã. A fazenda fica próxima do município de Miranda, a 146 km de Bonito.

Como padrão de todos os passeios, o ponto de apoio era muito legal. Ficamos um tempinho esperando juntar todo o grupo para sair para o tour. O tempo todo estávamos rodeados de animais, e não esqueça de levar o repelente – tem pernilongo/borrachudo pra caramba! Embarcamos no veículo e iniciamos o tour pela fazenda. O guia nos bombardeou de informações, e você consegue ver muitos animais. Existe um tour que é feito a noite, e se você der muita sorte consegue dar de cara com uma onça-pintada! – sorte, ou azar? No tour de dia é muito raro encontrá-la pois elas saem somente a noite para andarilhar na fazenda.

Depois de muito mato e muito bicho (que diga-se de passagem, foi sensacional), embarcamos em uma Chalana para conhecer um rio do Pantanal, e até pescar piranhas. Muito importante levar repelente, pois tinha muito borrachudo no barco.

Gruta do Lago Azul

Neste dia o tempo ainda estava meio nublado, e saímos para visitar a Gruta. Pagamos R$ 45 por pessoa + R$ 25 da van. Fica bem próximo do centro de Bonito, então a viagem foi bem rápida. Era de manhã, e da mesma forma que os demais passeios, eles esperam juntar um grupo para o guia começar o tour. Caminhamos até a entrada, uma subida suave e logo chegamos lá. Eles são bem organizados, na caverna só entra um grupo por vez exatamente para não ficar aquela multidão descontrolada que polui as fotos. Iniciamos a descida, que é bem íngreme; são degraus irregulares de pedra, e não são tão simples de descer. Algumas pessoas idosas tiveram dificuldade de acompanhar o ritmo do grupo.

Como eu disse, desce somente um grupo por vez até o lago, então tivemos que esperar alguns minutos o grupo que estava na nossa frente sair. Não demorou muito, e logo avistávamos o lago. Que impressionante! Uma cor daquela, dentro de uma caverna. Infelizmente não pode entrar no lago; ele é isolado por um cordão, o que impede que as pessoas cheguem muito perto – ajuda na preservação. Ficamos uns 20 minutos lá, e me perdoem pela qualidade das fotos – domínio zero da câmera na época; acabei perdendo a oportunidade de tirar fotos maravilhosas desse lugar.

Boca da Onça

Esta foi uma surpresa inesperada da viagem. Não conhecia sobre a cachoeira, e incluímos no roteiro por sugestão da agência que consultei. Pagamos neste passeio R$ 150 por pessoa + R$ 45 da van, com o almoço incluso. Como nos demais posts, gosto de reforçar que o preço é muito justo. O ponto de apoio é sensacional, tanto as mesinhas para descanso, como a piscina que é aberta para uso das pessoas que contratam o tour. Além da trilha, tem a opção de fazer rapel – clique aqui para obter mais informações.

São 4 km de caminhada, com várias paradas ao longo do caminho para ver as cachoeiras, e em alguns locais é permito entrar na água. No meio do caminho existe um ponto de apoio pequeno onde você pode descansar e se quiser, comprar algo para comer e beber. Neste dia, diferente dos outros, fez bastante calor – sim, o dia estava lindo e deixou a trilha mais linda ainda. Os dois pontos de parada mais impressionantes na minha opinião são: o Buraco do Macaco e a Praia – as fotos explicam por elas mesmas. No final da trilha, chegamos na principal cachoeira: Boca da Onça. É a cachoeira mais alta do estado do Mato Grosso do Sul, e ganhou este nome pois nas pedras atrás da queda d’água, você consegue observar certinho a cabeça de uma onça.

Você acha que acabou? Agora sim o sofrimento começa! Para voltar para o ponto de apoio, você precisa subir aproximadamente 850 degraus de uma escada de madeira. Não me lembro ao certo o número exato de degraus (existem plaquinhas que vão marcando de 100 em 100), mas sem nenhum preparo físico posso dizer que foi bem tenso conseguir subir aquele tanto de degraus – toda hora que a gente parava para descansar, um senhorzinho nos passava…acho que até deu mais ânimo pra gente continuar! Depois de toda essa tortura, almoçamos a comida feita no fogão à lenha e ficamos sentados na beira da piscina descansando. Fiquei muito feliz de ter deixado o melhor passeio que fizemos para o último dia, principalmente porque conseguimos pegar um tempo ótimo com sol em um lugar tão lindo.

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